Investigação da Judiciária está quase concluída

Casa da actriz continua selada
O advogado de Sónia Brazão, Hélder Ferreira, afirma que depois de ter acesso à peritagem feita pelo Laboratório de Polícia Científica irá solicitar uma visita ao apartamento de Sónia Brazão, que se encontra selado, para realizar uma outra peritagem.
O defensor contesta a tese de suicídio e nega que Sónia Brazão tenha ligado o gás ou programado a máquina de lavar, que alegadamente terá sido a ignição que provocou a explosão. "A Sónia chegou a casa às 20h e tomou dois comprimidos para dormir e ficou no sofá a ver filmes. Só conseguiu dormir depois das 8h, após ter tomado um outro comprido que o médico lhe receitou porque tem insónias recorrentes. E dormiu até à explosão", afirma o advogado. Por isso, continua, "seria impossível que os bicos tivessem sido abertos quatro horas antes da explosão, ou seja, por volta das 13h, já que a Sónia estava a dormir em casa sozinha".
Hélder Ferreira nega igualmente que a actriz tenha programado a máquina para começar a lavar às 17h e realça que houve várias queixas de cheiro a gás no prédio nos últimos anos.
Sónia Brazão pode vir a responder em tribunal por dois crimes

Para isso deverá apontar o relatório final da Polícia Judiciária (PJ), que está quase concluído e será entregue ao Ministério Público de Oeiras. Os investigadores aguardam ainda por um relatório médico do Hospital de S. José, em Lisboa, onde a actriz esteve internada mais de um mês.
Os dois crimes, ambos previsto no artigo 274 do Código Penal, relacionam-se com o mesmo incidente, mas consubstanciam-se em actos distintos. Um no facto de a actriz ter alegadamente libertado gases tóxicos de forma voluntária, colocando, ainda que sem consciência, terceiros em perigo, nomeadamente, os vizinhos do mesmo prédio, alguns dos quais viram as casas danificadas pela explosão. Isto porque as peritagens da PJ detectaram que durante umas horas os quatro bicos de gás do fogão estiveram abertos no máximo, tendo sido admitida a hipótese de Sónia Brazão, que se encontrava sozinha em casa, ter tentado suicidar-se, o que a actriz nega. O perigo que a fuga de gás terá provocado nos vizinhos terá acontecido de forma negligente e, por isso, a pena prevista é atenuada, variando entre um e oito anos de prisão.
O facto de a actriz ter alegadamente provocado a explosão de forma negligente pode consubstanciar um outro crime, previsto no número três do mesmo artigo, um ilícito punido com pena de prisão até cinco anos. A ser condenada pelos dois crimes, o tribunal teria de fazer um cúmulo das duas penas, que seriam transformadas numa pena única.
Técnico de gás e dono de uma empresa que faz projectos e instalações nesta área, José Ribeiro explica que tanto o gás butano como o propano, um dos que corriam na rede deste prédio, são mais pesados que o ar e escorrem como a água. Por isso, no caso de fuga, como a que terá tido origem no quarto andar onde vivia Sónia Brazão, o gás invade a casa dos vizinhos que estão abaixo. "Numa fuga de gás butano ou propano este tende a acumular-se nos sítios baixos. Comporta-se como a água e vai inundando pouco a pouco os pisos mais baixos", diz José Ribeiro. Seria diferente se o gás fosse natural, já que, apesar de igualmente explosivo, como é mais leve que o ar, sobe. "Se houver uma janela aberta ou uma chaminé o gás natural tenderá a ser libertado para a atmosfera", refere o técnico.
Os dois crimes, ambos previsto no artigo 274 do Código Penal, relacionam-se com o mesmo incidente, mas consubstanciam-se em actos distintos. Um no facto de a actriz ter alegadamente libertado gases tóxicos de forma voluntária, colocando, ainda que sem consciência, terceiros em perigo, nomeadamente, os vizinhos do mesmo prédio, alguns dos quais viram as casas danificadas pela explosão. Isto porque as peritagens da PJ detectaram que durante umas horas os quatro bicos de gás do fogão estiveram abertos no máximo, tendo sido admitida a hipótese de Sónia Brazão, que se encontrava sozinha em casa, ter tentado suicidar-se, o que a actriz nega. O perigo que a fuga de gás terá provocado nos vizinhos terá acontecido de forma negligente e, por isso, a pena prevista é atenuada, variando entre um e oito anos de prisão.
O facto de a actriz ter alegadamente provocado a explosão de forma negligente pode consubstanciar um outro crime, previsto no número três do mesmo artigo, um ilícito punido com pena de prisão até cinco anos. A ser condenada pelos dois crimes, o tribunal teria de fazer um cúmulo das duas penas, que seriam transformadas numa pena única.
Técnico de gás e dono de uma empresa que faz projectos e instalações nesta área, José Ribeiro explica que tanto o gás butano como o propano, um dos que corriam na rede deste prédio, são mais pesados que o ar e escorrem como a água. Por isso, no caso de fuga, como a que terá tido origem no quarto andar onde vivia Sónia Brazão, o gás invade a casa dos vizinhos que estão abaixo. "Numa fuga de gás butano ou propano este tende a acumular-se nos sítios baixos. Comporta-se como a água e vai inundando pouco a pouco os pisos mais baixos", diz José Ribeiro. Seria diferente se o gás fosse natural, já que, apesar de igualmente explosivo, como é mais leve que o ar, sobe. "Se houver uma janela aberta ou uma chaminé o gás natural tenderá a ser libertado para a atmosfera", refere o técnico.
Casa da actriz continua selada
O advogado de Sónia Brazão, Hélder Ferreira, afirma que depois de ter acesso à peritagem feita pelo Laboratório de Polícia Científica irá solicitar uma visita ao apartamento de Sónia Brazão, que se encontra selado, para realizar uma outra peritagem.
O defensor contesta a tese de suicídio e nega que Sónia Brazão tenha ligado o gás ou programado a máquina de lavar, que alegadamente terá sido a ignição que provocou a explosão. "A Sónia chegou a casa às 20h e tomou dois comprimidos para dormir e ficou no sofá a ver filmes. Só conseguiu dormir depois das 8h, após ter tomado um outro comprido que o médico lhe receitou porque tem insónias recorrentes. E dormiu até à explosão", afirma o advogado. Por isso, continua, "seria impossível que os bicos tivessem sido abertos quatro horas antes da explosão, ou seja, por volta das 13h, já que a Sónia estava a dormir em casa sozinha".
Hélder Ferreira nega igualmente que a actriz tenha programado a máquina para começar a lavar às 17h e realça que houve várias queixas de cheiro a gás no prédio nos últimos anos.




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