O Natal de Dudu Nobre: ‘Só quero paz para criar meus filhos’
Dudu Nobre posa com a mulher Priscila, grávida de seis meses, e com as filhas Olívia e Thalita: 2011 para tocar projetos
Se uma cartomante previsse o destino de Dudu Nobre para 2010, o cantor não ia acreditar que em um ano ele iria se separar, se envolver em uma disputa judicial pela guarda das duas filhas Olívia e Thalita – frutos de seu relacionamento com Adriana Bombom -, se casar com Priscila Grass, agora Priscila Nobre, e ter um outro filho. Tudo em um ano. Aliado a isso, ele fez ainda uma participação no filme mais visto no Brasil de todos os tempos, “Tropa de Elite”, no qual pouca gente o reconhece nas telas, mas que ele garante que está lá.
Foi em 2010 também que ele começou a escrever um livro, um romance ambientando entre Rio de Janeiro, Bahia e França, e que deve ser lançado em 2011. E foi para saber como foi viver um ano a mil, que o EGO foi conversar com Dudu Nobre. “Acredito que depois da tempestade, vem a bonança. Agora só quero paz para criar meus filhos e voltar a trabalhar”, diz. Confira mais!
EGO:Como você avalia o seu 2010?
DUDU NOBRE: Foi ruim, mas foi bom(risos). Tive fortes emoções, mas acredito que depois da tempestade vem a bonança. Só tem que estar convicto que ela vem mesmo.
DUDU NOBRE: Foi ruim, mas foi bom(risos). Tive fortes emoções, mas acredito que depois da tempestade vem a bonança. Só tem que estar convicto que ela vem mesmo.
O seu primeiro semestre foi bem complicado: você se separou, começou uma briga judicial pelas suas filhas. Acreditava que essa bonança viria? Vou ser bem sincero. Procuro ser feliz, buscar minha felicidade. Quando me juntei com a Adriana, não o fiz pensando em me separar. Mas quando você tem uma vida a dois, tem que saber equilibrar certas coisas. Mas a partir do momento que não deu certo, não vou ficar dando soco em ponta de faca. Sempre procurei preservar minha família, tentei um acordo que não foi seguido, daí, tive que entrar nessa batalha do início do ano. Isso me atrapalhou muito. Mas sei que antes de ser artista, eu sou homem e sou pai. Não adianta eu querer consertar uma situação quando minhas filhas estiverem com 15 ou 20 anos. Tenho que ir atrás agora, quando elas tem 7 e 8 anos. Fui atrás, consegui a guarda delas, mas não tive gosto de vitória, não. Foi bem desagradável. Você ver seu nome na mídia, outros artistas falando. Teve uma menina bonita dessas da TV que falou que eu era cruel porque estava tomando as meninas da Adriana. Não sou cruel, não. Sou pai. Só quando você for pai ou mãe você vai poder avaliar. Nesse primeiro semestre do ano, só levei porrada, de tudo o quanto é lugar. Teve um dia em que eu estava enterrando um amigão músico, e a Adriana estava no programa da Sônia Abrão dizendo que estava passando fome. Sendo que eu já tinha celebrado meu acordo de separação com ela. Mas ficou pra trás.
O que foi pior: a separação ou a disputa judicial pelas suas filhas? Os dois, mas a disputa judicial correu em segredo de justiça, enquanto a separação foi parar na mídia. Não me importo com o que a Adriana faz ou deixa de fazer. Mas foi bem chato a minha filha ler no jornal que a Adriana tinha dito que eu tinha morrido, que ela me chamou de falecido em uma entrevista ou que saiu vestida de viúva. É bem complicado.
Dudu posa com a mulher Priscila Nobre: paz para criar os filhos
Normalmente, quem separa, diz que não quer saber de outro casamento nem tão cedo. Mas você se casou em menos de seis meses. Por que tão rápido? Sou um cara muito caseiro, não gosto mais de sair como antigamente. Além disso, tenho as meninas, que tiveram uma afinidade muito grande com a Priscila. A ponto de, às vezes, eu chegar em casa dos shows e ter que dormir na sala porque ta todo mundo dormindo na minha cama. A Priscila tem a mesma linha de pensamento que a minha. Daí foi dando certo. Minha previsão era só de casar em maio, mas durante o pré-nupcial, a médica disse que ela teria que parar de tomar anticoncepcional e até fazer um tratamento para engravidar. Duas semanas depois, ela teve um sangramento, fomos ver e ela estava grávida. E ela ainda estava tomando anticoncepcional, só ia parar em janeiro, já que o casamento estava marcado para maio, na igreja da Candelária. Só que com o bebê chegando em abril, adiantamos as coisas.
Então você não traumatizou com o casamento, sempre pensou mesmo em casar? O problema não é o casamento, o problema é casar com a pessoa errada (risos). Casamento é do caramba! Casamento é muito bom, você está procurando a sua felicidade. Sempre quis casar na igreja, ter uma cerimônia abençoada. Estou com uma pessoa que não é da mídia, que foi me conquistando. Não sou de atrasar a vida de ninguém. Mas, por exemplo, já ligaram oferecendo para a Priscila fazer umas fotos sensuais, tinha cachê e tudo. Falei para ela, mas ela disse que não era a dela, que ela não queria. Depois, rolou um convite parecido de uma revista. Ela disse que não queria. E esse tipo de comportamento foi me conquistando. Minha família é apaixonada pela Priscila. Aqui, todo fim de semana é a maior alegria. Junta a minha família, a dela, todo mundo vive bem e junto.
Você já tinha o projeto de ter outro filho logo? Já tínhamos, sim. Não como aconteceu, mas queríamos. Priscila queria muito ser mãe.
Você declarou ao EGO que queria ter seis filhos. E como foi finalmente saber que teria um menino? Vou falar que não tenho mais esse grilo de filho homem. Meu maior desejo é que ele venha com saúde. Antigamente, eu até pensava assim. Mas tive contato com um amigo que queria muito um menino. Ele conseguiu, mas a criança veio doente. Aliás, acho que esse foi o pensamento mais babaca que já tive. Se pudesse apagar alguma babaquice da minha vida, seria essa. Isso é um orgulho bobo, o importante é que ele venha com saúde.
Turma reunida: as filhas do cantor têm ótima relação com a nova mulher dele
E tem o que pedir ainda para 2011? Paz! Só quero paz para criar meus filhos, para voltar a trabalhar. Esse ano fui produzir outras coisas, mas parei o livro que estava escrevendo, o meu romance, fui produzir um disco, teve a participação no ‘Tropa de Elite’. O trabalho foi uma boa fuga dos problemas. Se bem que essa coisa do filme criou uma expectativa muito grande. As pessoas ficaram me cobrando. Falei: não disse que ia ser o Wagner Moura, que ia ser o Capitão Nascimento. Disse que era só uma participação.
Mas isso gerou alguma frustração para você, depois da montagem do filme? De forma alguma. Já sabia que seria assim. Pelo contrário, quem estava no filme, queria estar nas cenas em que eu estava, nas cenas de ação. O problema é que apareço sem óculos, mas me vejo toda hora. Tem uma cena de formação da tropa que tem até close em mim. Mas juro que não vou tirar meus óculos nunca mais na minha vida(risos).
Você continua aberto para convites cinematográficos? Fiz agora uma participação no “Amoral da história”, com a Fernanda Torres. O lance é dar para conciliar. Mas eu gosto, sim. Acho que é meio de família, por causa do Seu Jorge, que é meu primo(risos). O problema é que no Brasil, as pessoas acham que se você é da música, tem que continuar na música, não pode ampliar o leque.
E como é essa história do livro? Tenho o projeto de escrever. Se ficar bacana, vou procurar um jeito de lançar. É um romance que se passa no Rio de Janeiro, na Bahia e na França. Mas tive que parar por causa desse redemoinho que passou na minha vida. Achei melhor parar para resolver problemas. Além disso, tem um disco que vou lançar agora. Há seis anos que não gravava um disco de inéditas, e que deve ser lançado no meio de janeiro. O titulo é “O samba aqui já esquentou”, e tem produção minha e do Rildo Hora.




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